Um ano após o tarifaço dos EUA: o que mudou no comércio exterior brasileiro e o que isso significa para a sua empresa

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Julho de 2026 marca exatamente um ano desde que o governo dos Estados Unidos impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. De lá para cá, o cenário do comércio exterior brasileiro mudou de forma significativa — e entender essas mudanças é fundamental para qualquer empresa que importa ou exporta.

Neste artigo, fazemos um panorama do que aconteceu, o que está acontecendo agora e, principalmente, o que a sua empresa pode fazer para se posicionar melhor diante desse novo mapa comercial.


O que aconteceu em um ano

Quando as tarifas americanas entraram em vigor, em julho de 2025, o impacto foi imediato: as exportações brasileiras para os Estados Unidos começaram a cair mês após mês. No acumulado do primeiro semestre de 2026, essa queda chegou a 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A participação dos EUA nas exportações brasileiras recuou para 9,4% — o menor patamar da série histórica iniciada em 1997. Para se ter uma ideia, há 20 anos, 17 estados brasileiros tinham os Estados Unidos como principal parceiro comercial. Hoje, são apenas 6.

Mas junho de 2026 trouxe um primeiro sinal positivo: as exportações para os EUA cresceram 3,7%, a primeira alta desde o início do tarifaço. O avanço, porém, foi puxado pela alta dos preços dos produtos exportados, já que o volume embarcado ainda caiu 6,6%. Ou seja, estamos vendendo mais caro, mas em menor quantidade.


A China assume o protagonismo

Enquanto as vendas para os EUA recuavam, a China ampliava sua posição como principal parceiro comercial do Brasil. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 21,9%, atingindo mais de US$ 58 bilhões — gerando um superávit de quase US$ 20 bilhões.

 Tarifaço dos EUA: o que mudou no Comex brasileiro em 1 ano | ALH

A fatia da China nas exportações brasileiras saltou de 28,9% para 31,5%, passando a responder por quase um terço de tudo o que o Brasil vende ao exterior. A relação entre os dois países também avançou no campo financeiro, com o Brasil dando passos concretos para emitir títulos de dívida pública no mercado chinês e ampliar transações em renminbi.

Essa aproximação é positiva, mas traz um desafio: a concentração de destinos. Depender demais de um único parceiro comercial aumenta a exposição a riscos geopolíticos.


O acordo Mercosul–União Europeia entra em cena

Outro movimento relevante do semestre foi a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, em maio de 2026. Ainda cedo para medir impactos concretos, mas as exportações brasileiras para o bloco europeu já cresceram 32,4% em junho.

Já existem relatos de empresas aproveitando as novas condições tarifárias, e a expectativa é de que o acordo se torne cada vez mais relevante — especialmente para setores como máquinas, químicos, alimentos processados e manufaturados.

Para empresas que importam insumos europeus, o acordo também pode trazer redução gradual de custos em itens como equipamentos, fármacos e tecnologia.


O que isso significa para a sua empresa

A principal lição deste primeiro ano é clara: diversificação não é mais uma recomendação estratégica. É uma necessidade operacional.

Empresas que dependiam majoritariamente do mercado americano sentiram o impacto direto das tarifas. Por outro lado, aquelas que já tinham operações diversificadas conseguiram redirecionar fluxos com mais agilidade.

Empresário analisando estratégias de comércio exterior para diversificação de mercados

Três movimentos práticos merecem atenção:

Mapear novos mercados. A ApexBrasil informa que 72% das empresas apoiadas no último ano conseguiram abrir ao menos um novo mercado de exportação. Ásia, Europa e até mercados menos tradicionais estão no radar de quem busca reduzir dependência.

Revisar a estrutura de custos. Com novas tarifas, acordos e variação cambial, o custo total de uma operação de comércio exterior mudou. Focar apenas no preço da mercadoria não é mais suficiente — frete, impostos, regimes especiais e câmbio precisam entrar na conta de forma integrada.

Fortalecer o compliance aduaneiro. A mesma estrutura de dados que sustenta a relação com a Receita Federal pode ser usada para acessar os benefícios dos novos acordos comerciais. Classificação fiscal correta, documentação organizada e rastreabilidade são diferenciais competitivos reais.


A importância de ter o parceiro certo

Em um cenário de incerteza e mudanças constantes, ter ao lado um parceiro que domina a operação de comércio exterior de ponta a ponta faz toda a diferença. Não se trata apenas de executar processos — trata-se de antecipar cenários, identificar oportunidades e proteger a operação de riscos que mudam a cada trimestre.

A ALH Negócios Internacionais atua exatamente nesse papel: como uma extensão do time do cliente, cuidando de toda a operação de Comex para que a empresa possa focar no que faz de melhor.

Se a sua empresa importa, exporta ou está considerando iniciar uma operação de comércio exterior, este é o momento de revisar a estratégia e se preparar para o que vem pela frente.

Fale com a ALH e descubra como podemos ajudar a sua operação a navegar esse novo cenário com segurança e competitividade.


A ALH Negócios Internacionais é especializada em comércio exterior, com atuação completa em importação, exportação e assessoria estratégica em Comex. Base em Palhoça/SC.


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